A terapia com Cannabis Medicinal não é tratamento de primeira linha para as condições ginecológicas. Quando há indicação clínica, após avaliação individualizada, ela pode ser considerada como uma das possibilidades dentro do plano de cuidado de pacientes selecionadas — observadas a regulamentação sanitária aplicável, o Código de Ética Médica e o melhor nível de evidência científica disponível.
O objetivo da consulta é identificar a abordagem terapêutica mais adequada para cada paciente — que, em muitos casos, não inclui canabinoides. Quando existe essa possibilidade, ela é discutida abertamente: o que a evidência mostra hoje, o que ainda não se sabe, quais as alternativas e o que se espera do acompanhamento.
A Dra. Daniela Chagas tem formação complementar em terapias canabinoides e avalia essa possibilidade dentro do contexto mais amplo da saúde de cada paciente.
A partir do diagnóstico estabelecido, considerando os tratamentos já realizados, os medicamentos em uso, possíveis interações e contraindicações. A conduta é individualizada e a decisão é compartilhada com a paciente.
Este conteúdo é exclusivamente informativo e educativo e não substitui avaliação médica individualizada.
O organismo possui um sistema endocanabinoide, formado por receptores, substâncias produzidas pelo próprio corpo e enzimas envolvidas em diferentes processos fisiológicos, incluindo a modulação da dor. A terapia com canabinoides utiliza produtos que contêm substâncias derivadas da Cannabis, prescritos por médico legalmente habilitado e acompanhados clinicamente. Na Ginecologia, essa possibilidade é avaliada como parte de um plano de cuidado mais amplo e não substitui a investigação diagnóstica ou os tratamentos estabelecidos para a doença de base.
A possibilidade de utilização de canabinoides é analisada individualmente, especialmente em situações de dor persistente ou refratária, como:
Em algumas pacientes, também podem ser discutidos sintomas associados à dor crônica, como prejuízo do sono e impacto na qualidade de vida, sempre dentro de uma avaliação clínica individualizada.
Durante a consulta serão avaliados: diagnóstico; exames já realizados; histórico terapêutico; medicamentos em uso; possíveis interações medicamentosas; contraindicações; riscos individuais; objetivos terapêuticos; e, a partir disso, a possibilidade — ou não — de utilização de canabinoides como parte do plano de cuidado.
Algumas condições exigem acompanhamento conjunto com outras especialidades, como Neurologia, Psiquiatria, Reumatologia, Clínica da Dor ou Oncologia. Sempre que necessário, o tratamento é conduzido de forma integrada, com encaminhamento para o especialista mais adequado ao quadro da paciente.
Para manter a transparência sobre os limites dessa abordagem: a terapia com canabinoides não constitui tratamento padrão para fogachos, síndrome geniturinária da menopausa, osteoporose, infertilidade, miomas, síndrome dos ovários policísticos ou baixa libido isolada. Para essas condições, existem abordagens terapêuticas com indicação mais estabelecida, discutidas nas respectivas avaliações.
A literatura sobre canabinoides em condições ginecológicas ainda é limitada e predominantemente observacional. Uma eventual melhora da dor, do sono ou da qualidade de vida não significa tratamento da causa nem modificação da evolução de doenças como endometriose, osteoporose ou artrites. Por isso, quando considerada, a terapia ocupa posição adjuvante, com definição prévia de objetivos terapêuticos e reavaliação periódica da resposta, da segurança e da pertinência de sua continuidade.
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A consulta considera:
A terapia com canabinoides só entra em discussão depois dessa avaliação mais ampla — nunca como primeiro passo. Quando há indicação, a paciente recebe informações sobre as limitações das evidências, os benefícios esperados e suas incertezas, os riscos, os possíveis eventos adversos, as alternativas disponíveis e a situação regulatória do produto. Essas informações são registradas em prontuário e, conforme o produto e a via de acesso, formalizadas por Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A evolução clínica é acompanhada em consultas de reavaliação.
O cuidado não é baseado apenas na cannabis medicinal. Conforme a necessidade clínica de cada paciente e as evidências científicas disponíveis, o plano terapêutico pode incluir, isolada ou combinadamente: orientação alimentar, suplementação, terapia hormonal quando indicada, fisioterapia, atividade física, manejo do sono, manejo do estresse e, em situações específicas relacionadas à saúde íntima, procedimentos como o laser vaginal — sempre conforme a avaliação individual. Os canabinoides, quando apropriados, são mais uma ferramenta dentro desse plano, não o centro dele.
A dor pélvica crônica está frequentemente associada à endometriose — veja também a página de tratamento integrativo da endometriose. Sintomas do climatério que podem ser discutidos nessa avaliação também são tratados com mais profundidade na página de ginecologista para menopausa.
Pela WeCann Endocannabinoid Global Academy, concluída em 2023.
A cannabis medicinal nunca é a primeira opção considerada, apenas uma entre várias ferramentas terapêuticas.
Mais de 25 anos de atuação em Ginecologia e Obstetrícia (Santa Casa de São Paulo).
Com consentimento informado e acompanhamento contínuo.
Com consultas de 60 a 90 minutos destinadas a uma avaliação clínica abrangente e individualizada.
Atendimento presencial em Perdizes (unidade Água Branca) e Vila Mariana, e por teleconsulta em todo o Brasil, quando apropriado ao caso.
Não. Ela não constitui um tratamento de primeira linha para a maioria das condições ginecológicas. É considerada apenas em situações clínicas específicas, depois de uma avaliação completa do diagnóstico, dos tratamentos já realizados e das demais opções terapêuticas.
Sim. A legislação sanitária brasileira permite que médicos legalmente habilitados prescrevam produtos derivados de Cannabis quando houver indicação clínica, observadas as normas da Anvisa e os princípios éticos da profissão. A indicação é individualizada e faz parte do acompanhamento médico.
Sim. A fabricação, a autorização sanitária, a prescrição, a dispensação e a importação excepcional de produtos derivados de Cannabis são disciplinadas por normas da Anvisa. Existem diferentes vias regulatórias, conforme o tipo e a origem do produto. A RDC nº 1.015/2026 atualiza o marco dos produtos com autorização sanitária e entrou em vigor em maio de 2026. A importação excepcional para uso próprio continua submetida à RDC nº 660/2022.
Não. A indicação depende do diagnóstico, do histórico clínico, dos tratamentos já realizados, das alternativas disponíveis, dos riscos individuais e do nível de evidência para cada situação. Não é uma opção padrão nem substitui o acompanhamento ginecológico.
A paciente recebe informações claras sobre a proposta terapêutica, as limitações científicas, os possíveis benefícios, riscos, eventos adversos, alternativas e a condição regulatória do produto. O consentimento é documentado em prontuário e, conforme o produto e a via de acesso, formalizado por Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Não. O uso medicinal pressupõe avaliação clínica, prescrição, definição de objetivos terapêuticos, escolha criteriosa do produto e acompanhamento médico. Podem ser utilizados produtos com autorização sanitária no Brasil ou, em situações específicas, produtos importados excepcionalmente para uso próprio conforme as regras da Anvisa. Isso não se confunde com uso recreativo.
O atendimento é somente particular, sem convênios médicos.
Sim, para pacientes de todo o Brasil, quando apropriado ao caso. O atendimento presencial acontece em Perdizes e Vila Mariana, em São Paulo.
Se você já tentou outras abordagens sem alívio satisfatório e quer entender se a terapia com canabinoides pode fazer parte do seu plano de cuidado, uma avaliação individualizada é o primeiro passo.
Dra. Daniela Chagas (Daniela de Almeida Chagas) — Ginecologia | Prática Funcional Integrativa — CRM/SP 94676 | RQE 117920 – Ginecologia e Obstetrícia
Livance – Perdizes/Água Branca — Av. Antártica, 675, 19º/20º andar, São Paulo – SP · sextas-feiras, 15h-17h
Livance – Vila Mariana — R. Domingos de Morais, 2781, 14º andar, São Paulo – SP · terças-feiras, 15h30-17h30
Teleconsulta, quando apropriada ao caso — segunda a quinta-feira, 17h-19h
(11) 96611-1724 (WhatsApp)
Este conteúdo observa a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 1.015/2026 da Anvisa, em vigor desde 4 de maio de 2026, e a Resolução CFM nº 2.336/2023 (publicidade médica). A avaliação de pertinência clínica também considera a orientação de cautela científica do Cremesp quanto ao uso de canabinoides na prática médica.